Em 1994, eventos culturais como a Noite da Poesia em Campo Grande — com #OrlandoSilvestre Presidente de #UBEMS, Reginaldo Alves e Sagramor Farias — ajudaram a destacar o Poeta Regionalmente num momento anterior ao seu grande “estouro” nacional, que viria apenas alguns anos depois, especialmente a partir de Livro sobre Nada (1996).
Antes de 1994, a figura pública Manoel de Barros continuava quase invisível.
#ManoelDeBarros era:
um poeta altamente respeitado, mas pouco conhecido do grande público;
um escritor premiado, porém recluso e avesso à imprensa;
um criador de um universo poético único ligado ao Pantanal,
e uma presença quase mítica, discreta, silenciosa.
A homenagem da #UBEMS na Presidência o #SaciSilvestre Orlando Silvestre Filho, faz parte do período em que Manoel começava a emergir do silêncio poético para se tornar, finalmente, um dos escritores mais amados do Brasil.
A trajetória de Manoel de Barros antes de 1994 é marcada por reclusão, silêncio, vida simples e uma obra que crescia discretamente, muito antes de a mídia reconhecê-lo como um dos maiores poetas do Brasil. A homenagem feita na VII Noite da Poesia de Campo Grande (1994) coincidiu com o momento em que o poeta começava a ser redescoberto nacionalmente — mas sua história anterior é igualmente fascinante.
O que sabemos do período anterior a 1994 sobre Manoel de Barros
1. Reclusão como escolha estética e existencial
Antes de 1994, Manoel de Barros vivia majoritariamente em Campo Grande e em sua chácara no Pantanal, mantendo-se afastado de centros literários como Rio ou São Paulo.
Ele evitava entrevistas, raramente aparecia em eventos,
Recusava convites para círculos literários,
E se dedicava a uma escrita artesanal, lenta, íntima da terra.
Essa reclusão não era um isolamento triste, mas um modo de afinar o olhar para o pequeno, o inútil, o desimportante — marcas centrais de sua poética.
2. A obra já era reconhecida, mas o poeta ainda não
Mesmo sendo pouco midiático, Manoel já tinha publicado livros muito elogiados por críticos e escritores. Entre eles:
Poemas concebidos sem pecado (1937) — início precoce
Compêndio para uso dos pássaros (1960)
Gramática Expositiva do Chão (1966)
Matéria de Poesia (1970)
Arranjos para Assobio (1980)
O Guardador de Águas (1989) — ganhador do Prêmio Jabuti
Ou seja: a crítica já sabia quem ele era, mas o grande público ainda não.
Seu estilo — minimalista, pantaneiro, inventivo, quase filosófico — não era facilmente absorvido pela indústria cultural da época.
3. O Pantanal como território poético
Antes de se tornar um ícone nacional, Manoel era reconhecido em Mato Grosso do Sul como guardião da palavra pantaneira.
Ele escrevia sobre:
águas,
raízes,
rãs,
pássaros,
homem simples,
infância,
inutilidades necessárias.
Era uma poesia ecológica antes da ecologia ser moda.
E isso o tornava original demais para se encaixar nas tendências literárias dominantes no Brasil entre os anos 1960 e 1980.
4. Crescimento subterrâneo até a virada da década de 1990
Nos anos 1980 e início dos 90, alguns fatores começaram a ampliar sua presença:
reedições de seus livros,
prêmios literários,
crescente interesse acadêmico,
depoimentos de outros escritores que o citavam como referência (Millôr Fernandes, Antonio Houaiss, entre outros).
Ainda assim, a figura pública Manoel de Barros continuava quase invisível.
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